terça-feira, 14 de julho de 2009

POESIA, DANÇA E AS VALSAS DE POSSI

Espetáculo: SANGUE – inventário de histórias negadas
Foto: Jone Clay Macedo
Sangue
Resultado de um demorado, intenso e tortuoso processo de criação de uma obra coreográfica. A obra buscou movimentos escondidos dentro da própria genealogia dos intérpretes, estabelecendo o debate acerca de questões identitárias a partir de uma visão etnosertaneja do corpo. O espetáculo apresenta ao público um inventário de histórias negadas, garimpadas na rede de dominação cultural histórica a que está sujeito o corpo do negro, do índio, do caboclo.



A coreógrafa Luzia Amélia utilizou, além de sua própria experiência acumulada em 12 anos de Cia., um método de pesquisa cênica ligado ao Teatro Físico, adquirido num curso com Fernanda Branco, brasileira, radicada na Noruega. O processo empreendido gerou conjuntos individuais de movimentos, a que se chamou de núcleos. Na verdade, frases coreográficas com nuances próprias, ricas, surgidos das entranhas dos bailarinos.
O ilustre compositor do Piauí, Possidônio Queiroz, foi 'convidado' a trazer suas composições (valsas) para o ensaio. A música do falecido artista se incorporou aos movimentos do elenco, tornando-se indissociável do processo. Um novo e intenso encontro se fez, dando dimensão outra ao que se estava pretendendo.

Ficha Técnica:
Concepção/Direção: Luzia Amélia
Intérpretes: Antônia Luciana, Andréia Barreto, Drika Monteiro, Jean das Neves, Débora Radassi, Irene Gomes, Nayara Fabrícia, Samara Rocha.
Figurino: Luzia Amélia
Cenário: Cia. Luzia Amélia e Xico Fialho
Texto: Da Costa e Silva - Música: Possidônio Queiroz

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