Dr. José Expedito RêgoFloriano, 13 de julho de 1992
Meu caro Professor Possidônio Queiroz:
Li com atenção a monografia do maestro Emmanuel. Acho que ele disse pouco a seu respeito; você merece muito mais.
Quanto à nota sobre o meu nome, basta dizer que JER nasceu na Rua do Fogo, em Oeiras, Piauí, no dia 1º de junho de 1928. é médico obstetra e escreveu letras de hinos, crônicas e dois romances, Né de Sousa e Malhadinha, bem aceitos pela crítica regional.
Lembrando a observação “proposital” de Bio, em nosso último encontro, peço que vá desculpando as minhas falhas. Jamais procurei seguir os ensinamentos de Rui. Prefiro os de Raquel de Queiroz que defende o uso da língua escrita o mais próximo possível da falada. Ela incentiva, por exemplo, o emprego do verbo “ter” de forma impessoal, no lugar de haver : “Hoje não tem aulas”. Carlos Drumond de Andrade, em um de seus famosos poemas, também escreveu: “No meio do caminho tinha uma pedra”.
Tenho aqui duas edições do Aurélio, uma de 1960 e outra de 1986. Ambas registram “proposital” e “propositado”. E nem sequer o grande mestre faz alguma restrição ao uso do primeiro vocábulo, condenando-o por desuso ou má formação
Procuro escrever certo, mas sei que estou longe de atingir a perfeição do mestre Possidônio. Por isso mesmo é que eu venho sempre resistindo aos repetidos convites que Dagoberto me tem feito, para que me candidate a uma vaga na APL. Sei que não sou digno.
Receba o abraço do seu amigo e grande admirador
Li com atenção a monografia do maestro Emmanuel. Acho que ele disse pouco a seu respeito; você merece muito mais.
Quanto à nota sobre o meu nome, basta dizer que JER nasceu na Rua do Fogo, em Oeiras, Piauí, no dia 1º de junho de 1928. é médico obstetra e escreveu letras de hinos, crônicas e dois romances, Né de Sousa e Malhadinha, bem aceitos pela crítica regional.
Lembrando a observação “proposital” de Bio, em nosso último encontro, peço que vá desculpando as minhas falhas. Jamais procurei seguir os ensinamentos de Rui. Prefiro os de Raquel de Queiroz que defende o uso da língua escrita o mais próximo possível da falada. Ela incentiva, por exemplo, o emprego do verbo “ter” de forma impessoal, no lugar de haver : “Hoje não tem aulas”. Carlos Drumond de Andrade, em um de seus famosos poemas, também escreveu: “No meio do caminho tinha uma pedra”.
Tenho aqui duas edições do Aurélio, uma de 1960 e outra de 1986. Ambas registram “proposital” e “propositado”. E nem sequer o grande mestre faz alguma restrição ao uso do primeiro vocábulo, condenando-o por desuso ou má formação
Procuro escrever certo, mas sei que estou longe de atingir a perfeição do mestre Possidônio. Por isso mesmo é que eu venho sempre resistindo aos repetidos convites que Dagoberto me tem feito, para que me candidate a uma vaga na APL. Sei que não sou digno.
Receba o abraço do seu amigo e grande admirador
José Expedito Rego
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