Cícero discursando no SenadoPrezadíssimos Pares e Senhor Procurador de Justiça:
Os segmentos representativos da comunidade piauiense estão terçando armas, buscando sensibilizar o Ministério da Cultura no sentido de se dignar em conceder justa e oportuna homenagem póstuma a Possidônio Nunes de Queiroz, oeirense de nascimento, musicista consagrado, intelectual e filólogo respeitado,outorgando-lhe a Medalha da Ordem do Mérito Cultural, instituída pela Presidência da República.
A homenagem fala por si mesma e estão a justificá-la a conduta retilínea do homenageado, a limpeza de suas metas e propósitos, a sua fina sensibilidade humana e formação de sábio e de santo, como disse o poeta e desembargador, Luís Lopes Sobrinho, ao tecer considerações sobre a sua rica personalidade.
O grande Marco Túlio Cícero, o mais perfeito modelo da eloqüência forense da latinidade clássica, procurando compensar sua origem plebéia, foi buscar na velha Grécia o veio inesgotável de sua sapiência proverbial. Em Atenas, freqüentou os cursos de Ascalão, Antíoco e Zenão. Depois, em Rhodes encontrou o seu grande mestre Possidônio de Apaméia. Com este gênio de origem síria, Cícero encerraria a sua formação clássica. Possidônio era estóico. Os estóicos ensinavam os homens a viverem na virtude, na recta ratio de Cícero, o único bem, por certo, a felicidade suprema, amável por si mesma e de si mesma prêmio.
Passados mais de vinte séculos, eis que surge outro Possidônio, o Nunes de Queiroz, também mestre ínclito de outros,que agora são mestres. O tutor das gerações inteligentes, durante quase um século. O guardião insone da nossa história, o advogado das nossas causas cívicas e culturais. O juiz retíssimo do nosso pundonor, do nosso bairrismo e da nossa hospitalidade. Porque, respeitando as raras exceções, o nosso Possidônio Nunes de Queiroz, foi o mais completo filho de Oeiras, essa terra bendita queo recebeu em seu ventre maternal e que era o único territóriosagrado do mundo que merecia a honra de guardar os seus veneráveis despojos.
Sei que foi recebido, ao falecer com noventa e dois anos de idade, no paraíso dos santos, dos sábios e dos heróis.Pelo que ele efetivamente é, para Oeiras e para o Piauí,musicista exímio e intelectual de reconhecidos méritos, sinto-me no dever de propor moção de apoio a este egrégio Plenário, após a manifestação do Ministério Público, e caso ela seja aprovada, que oficiemos ao dinâmico Ministério da Cultura, hoje dirigido pelo pulso firme e lúcido do Ministro João Luiz Silva Ferreira– o Juca Ferreira, externando a nossa manifestação.
Teresina, 17 de junho de 2009.
Des. Edvaldo Pereira de Moura
Os segmentos representativos da comunidade piauiense estão terçando armas, buscando sensibilizar o Ministério da Cultura no sentido de se dignar em conceder justa e oportuna homenagem póstuma a Possidônio Nunes de Queiroz, oeirense de nascimento, musicista consagrado, intelectual e filólogo respeitado,outorgando-lhe a Medalha da Ordem do Mérito Cultural, instituída pela Presidência da República.
A homenagem fala por si mesma e estão a justificá-la a conduta retilínea do homenageado, a limpeza de suas metas e propósitos, a sua fina sensibilidade humana e formação de sábio e de santo, como disse o poeta e desembargador, Luís Lopes Sobrinho, ao tecer considerações sobre a sua rica personalidade.
O grande Marco Túlio Cícero, o mais perfeito modelo da eloqüência forense da latinidade clássica, procurando compensar sua origem plebéia, foi buscar na velha Grécia o veio inesgotável de sua sapiência proverbial. Em Atenas, freqüentou os cursos de Ascalão, Antíoco e Zenão. Depois, em Rhodes encontrou o seu grande mestre Possidônio de Apaméia. Com este gênio de origem síria, Cícero encerraria a sua formação clássica. Possidônio era estóico. Os estóicos ensinavam os homens a viverem na virtude, na recta ratio de Cícero, o único bem, por certo, a felicidade suprema, amável por si mesma e de si mesma prêmio.
Passados mais de vinte séculos, eis que surge outro Possidônio, o Nunes de Queiroz, também mestre ínclito de outros,que agora são mestres. O tutor das gerações inteligentes, durante quase um século. O guardião insone da nossa história, o advogado das nossas causas cívicas e culturais. O juiz retíssimo do nosso pundonor, do nosso bairrismo e da nossa hospitalidade. Porque, respeitando as raras exceções, o nosso Possidônio Nunes de Queiroz, foi o mais completo filho de Oeiras, essa terra bendita queo recebeu em seu ventre maternal e que era o único territóriosagrado do mundo que merecia a honra de guardar os seus veneráveis despojos.
Sei que foi recebido, ao falecer com noventa e dois anos de idade, no paraíso dos santos, dos sábios e dos heróis.Pelo que ele efetivamente é, para Oeiras e para o Piauí,musicista exímio e intelectual de reconhecidos méritos, sinto-me no dever de propor moção de apoio a este egrégio Plenário, após a manifestação do Ministério Público, e caso ela seja aprovada, que oficiemos ao dinâmico Ministério da Cultura, hoje dirigido pelo pulso firme e lúcido do Ministro João Luiz Silva Ferreira– o Juca Ferreira, externando a nossa manifestação.
Teresina, 17 de junho de 2009.
Des. Edvaldo Pereira de Moura
Nenhum comentário:
Postar um comentário