segunda-feira, 1 de junho de 2009

POSSI: A BORRACHA DO TEMPO NÃO CONSEGUE APAGAR

Quem disse que o velho Possi, de sons doces e transcendentes desapareceu?
Não. Possi está vivo.
Vivo?
Sim, vivo na melodia transcendente de seus “poemas-partituras” que, quando tocados, pintam novamente um homem que a borracha do tempo não conseguiu apagar.
Vivo?
Sim. Vivo em cada canto dessa terra que tão bem cuidou e exaltou.
Vivo?
Sim, Possi vive na alma dos sensíveis que jamais o deixaram empoeirado.
Vivo?
Vivo nas cordas de um velho bandolim que dedilhado em noite estrelada, declara amor.
Vivo?
Vivo até mesmo nos cupins que degustaram muitas de suas partituras por descaso dos que têm suas almas fechadas à causa da arte.
Vivo?
Vivo no hino solene que exalta uma catedral barroca no interior do Piauí.
Mas como vivo?
Vivo num poema que está escrito em nossas almas com a tinta da saudade.
Vivo?
Possi está vivo sim.
Porque Poetas e Músicos não morrem jamais, ficam eternizados em seus poemas e sons,
Que nem mesmo a crueldade do tempo, nem a frieza dos homens conseguem apagar.
Viva Possi!!
Stefano Ferreira (17- 05-2004)

Publicado originalmente em “O Estado do Piauí, o mais charmoso do Brasil”, nº3 - julho de 2004 sob o título “Retrato Vivo de Som Doce “.

Nenhum comentário:

Postar um comentário