Depoimento sobre professor Possidônio Queiroz.Eu ainda cursava o 3° ano pedagógico, quando iniciei no serviço público, trabalhando na Secretaria da Câmara Municipal ao lado do caríssimo Professor Pôssidonio Queiroz. Foi um período marcante na minha juventude, convivendo com funcionários mais velhos, experientes e atenciosos.
Ainda vive na minha memória, a presença do Professor Possidônio, na Prefeitura, de terno, atencioso, bem humorado, falante e sempre pronto para servir. Com ele aprendi muitas coisas e as “regras do bem viver”, como dizia a minha mãe, Bembém.
Constantemente estava ele a me falar de poetas, intelectuais, vidas de santos e sobretudo do “seu mestre” Rui Barbosa. Discorria sobre textos, regras de gramática além da “Réplica”, “Tréplica”, acórdãos, jurisprudência, assuntos que eu não entendia e tão pouco me interessava.
Porém, quando Possi me falava de fatos e pessoas do passado da “Velha Urbe”, aí sim, eu queria saber de tudo e o crivava de perguntas. Nas suas respostas, o professor era muito prolixo, mostrava bibliografia e algumas vezes, chegava a desconcentrar seu interlocutor, especialmente quando este era jovem ou inculto. O professor sempre estava disponível. Fosse na repartição, em casa, na rua ou no seu escritório, orientava os colegas, os novos advogados, estudantes, professores ou até mesmo algum curioso, doido ou desocupado, que o procurasse. Alguém chegou apelidá-lo de “Enciclopédia Ambulante”.
O seu respeito e carinho por crianças, era impressionante. Deixava de lado qualquer trabalho, pesquisa ou processo para ouvi-las e atendê-las. Sempre as crianças saiam alegres, felizes e ele retornava ao trabalho cantarolando.
O Professor Possidônio Queiroz foi um grande humanista, cidadão crítico e consciente, educado, defensor da nossa comunidade e acima de tudo um bom amigo, daqueles que o evangelho chama de “tesouro”. A disponibilidade em servir o próximo, pontuou sua vida até os últimos instantes.
Todos sabemos de suas qualidades e méritos como beletrista, rábula; autodidata, músico, compositor, historiador e professor. A campanha da FNT visando o reconhecimento nacional de sua memória, consubstanciada na outorga da láurea “Ordem do Mérito Cultural”, a par de ser de integral justiça,constituir-se-á, especialmente para as novas gerações, num exemplo de superação, dedicação ao estudo e crença nos valores éticos e morais.
Rita de Cássia Campos.
Ainda vive na minha memória, a presença do Professor Possidônio, na Prefeitura, de terno, atencioso, bem humorado, falante e sempre pronto para servir. Com ele aprendi muitas coisas e as “regras do bem viver”, como dizia a minha mãe, Bembém.
Constantemente estava ele a me falar de poetas, intelectuais, vidas de santos e sobretudo do “seu mestre” Rui Barbosa. Discorria sobre textos, regras de gramática além da “Réplica”, “Tréplica”, acórdãos, jurisprudência, assuntos que eu não entendia e tão pouco me interessava.
Porém, quando Possi me falava de fatos e pessoas do passado da “Velha Urbe”, aí sim, eu queria saber de tudo e o crivava de perguntas. Nas suas respostas, o professor era muito prolixo, mostrava bibliografia e algumas vezes, chegava a desconcentrar seu interlocutor, especialmente quando este era jovem ou inculto. O professor sempre estava disponível. Fosse na repartição, em casa, na rua ou no seu escritório, orientava os colegas, os novos advogados, estudantes, professores ou até mesmo algum curioso, doido ou desocupado, que o procurasse. Alguém chegou apelidá-lo de “Enciclopédia Ambulante”.
O seu respeito e carinho por crianças, era impressionante. Deixava de lado qualquer trabalho, pesquisa ou processo para ouvi-las e atendê-las. Sempre as crianças saiam alegres, felizes e ele retornava ao trabalho cantarolando.
O Professor Possidônio Queiroz foi um grande humanista, cidadão crítico e consciente, educado, defensor da nossa comunidade e acima de tudo um bom amigo, daqueles que o evangelho chama de “tesouro”. A disponibilidade em servir o próximo, pontuou sua vida até os últimos instantes.
Todos sabemos de suas qualidades e méritos como beletrista, rábula; autodidata, músico, compositor, historiador e professor. A campanha da FNT visando o reconhecimento nacional de sua memória, consubstanciada na outorga da láurea “Ordem do Mérito Cultural”, a par de ser de integral justiça,constituir-se-á, especialmente para as novas gerações, num exemplo de superação, dedicação ao estudo e crença nos valores éticos e morais.
Rita de Cássia Campos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário