Ao Professor Possidônio Queiroz cuja excessiva modestia esconde, na cidade de Oeiras, uma inteligêcia de Sábio, e uma alma humílima de SantoNum quarto do mercado, em mísera quitanda,
Entre sacos de sal e caixas de sabão
Esconde-se a figura augusta e veneranda
De um êmulo de Rui, de igual celebração!
Ele, talvez, se ligue aos filhos de Luanda
Das plagas do Uadai, de Darfur, do Sudão
E conserve no sangue os mistérios de Umbanda
E as luzes de Iemanjá, no grande coração!
Que importa o mundo, o povo, o clã de onde proveio
Se o seu saber reluz, de Oeiras, no alto meio
E uma palavra mã nunca manchou os seus lábios?
Na Música é professor! Conhece a Geografia
Sabe História e Direito e, até, Astronomia
Na língua é visto enfim, dando lições aos sábios
Oeiras, 1958
Luiz Lopes Sobrinho (1905-1984)
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